Parlamento recomenda colocação de psiquiatras em Beja

Uma resolução da Assembleia da República, hoje publicada em Diário da República, recomenda ao Governo a concretização das medidas necessárias para o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental de Beja funcionar em pleno, como a colocação de psiquiatras.

Através da resolução, a Assembleia da República recomenda ao Governo para que tome "medidas políticas" para colocar na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) "os psiquiatras necessários ao regular funcionamento do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental (DPSM)", situado na ala norte do hospital de Beja, e que "respondam às necessidades da população do distrito".

A Assembleia da República recomenda também ao Governo que "estabeleça medidas políticas de colocação de recursos humanos médicos no distrito de Beja" para, "à semelhança do que o Serviço Médico à Periferia fez para os Cuidados e Saúde Primários", dotar a região dos clínicos "de que carece".

A resolução partiu de um projeto do Grupo Parlamentar do PCP, que foi discutido e votado no passado dia 30 de maio na Assembleia da República.

O projeto do PCP incluía quatro recomendações ao Governo, mas a resolução inclui só as duas que foram aprovadas por unanimidade.

O novo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da ULSBA, que começou a funcionar em 2013, veio substituir o anterior, que funcionou durante mais de 20 anos em apartamentos alugados e situados fora do perímetro da unidade hospitalar.

O novo DPSM, com valência de internamento com 17 camas, gabinetes de consulta e urgência psiquiátrica, para adultos e crianças, implicou um investimento de três milhões de euros, financiado em 70% por fundos comunitários e em 30% por fundos da ULSBA.

No entanto, segundo o projeto do PCP, "a escassez" de médicos psiquiatras tem impedido a abertura da valência de internamento e "os doentes em situação aguda continuam, como até aqui, a serem internados no Hospital Júlio de Matos em Lisboa".

O hospital de Beja é o único distrital que não tem internamento de psiquiatria e os doentes psiquiátricos do distrito que precisem de internamento têm de ser encaminhados para Lisboa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG