Papel da Parque Escolar pode ser revisto após auditoria

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, declarou hoje que o papel da Parque Escolar pode ser "revisto", mas adiou qualquer decisão para depois de concluída a auditoria à empresa pública que constrói a generalidade das escolas secundárias do país.

Essas declarações surgiram na inauguração das novas instalações da Escola Secundária João da Silva Correia, que, resultando de um projecto de 6,6 milhões de euros integralmente conduzido pela própria câmara Municipal de S. João da Madeira, motivou hoje, por parte do presidente dessa autarquia, a defesa de que a Parque Escolar, com os preços que pratica, deveria ser extinta.

Reconhecendo que "seria bom" que esse exemplo "se propagasse a outros pontos do país", o ministro admitiu: "Claro que o papel da Parque Escolar pode ser revisto e está tudo em aberto. Não pensamos é tomar decisões precipitadas e vamos esperar os resultados de uma auditoria que é não só financeira, como também técnica".

Nuno Crato afirma que o ministério tem que "perceber a política geral que foi seguida" pela empresa e avaliar se essa é "passível de rectificação", pelo que só depois disso é que o ministério tomará "uma decisão com calma". Deixa, contudo, uma garantia: "Percebemos que há problemas e que é possível fazer mais com menos, e é exactamente isso que vamos fazer".

Quanto à proposta de Castro Almeida de extinção da empresa pública, com base no argumento de que a autarquia gastou na construção da nova escola secundária "650 euros por metros quadrados, enquanto a Parque Escolar gasta mais de 1000", o ministro reconheceu que esse é um aspecto a considerar na tomada de uma decisão.

"Este é um bom exemplo, porque estamos num momento em que temos que poupar e fazer obras que sejam funcionais, tenham qualidade e não tenham luxos", disse Nuno Crato.

"O empenho desta câmara tem sido fundamental e outra das coisas em que o ministério está a trabalhar é na colaboração com as autarquias, as comunidades locais, pais e famílias", disse.

Referindo que "quem está mais perto das coisas sabe melhor o que se passa", o ministro defende que um maior envolvimento das autarquias ajudará a um ministério da Educação "mais descentralizado", que conceda também "mais autonomia às escolas".

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