Pais vão reconstituir "todos os passos" dos estudantes

Os pais dos seis jovens estudantes da Universidade Lusófona, que perderam a vida naquela que ficou conhecida como a "tragédia do Meco", vão na noite desta quarta-feira percorrer "todos os passos" que os filhos terão dado momentos antes de serem arrastados pela onda gigante na madrugada de 15 de dezembro.

Querem demonstrar que há o vazio de uma hora que não está explicada pelo dux João Gouveia, segundo avançou ao DN Fernanda Cristóvão, mãe de Catarina Soares, uma das vítimas.

Dez meses depois da madrugada fatal, os pais tencionam partir da porta da casa onde os sete jovens foram passar o fim-de-semana, em Aiana de Cima, Alfarim (Sesimbra), pelas 22.30 horas, admitindo que vão conseguir percorrer os 5,2 quilómetros, até à praia do Moinho de Baixo, em menos de hora e meia. Isto é, deverão pisar o areal do Meco antes da meia-noite.

"Queremos provar que no depoimento do senhor João Gouveia há uma hora que não está explicada. Ele diz que chegaram à praia, distribuiu logo os ovos (códigos da praxe), foram para a beira-mar e veio a onda", diz Fernanda Cristóvão. Os pais querem saber porque é que o telefonema para o 112 só aconteceu depois da uma.

Já no areal, na zona onde os jovens foram arrastados, os pais pretende depositar uma coroa de flores, se houver autorização da Polícia Marítima. Caso contrário, as flores vão ficar na pequena rotunda à entrada da praia.

Recorde-se que, como o DN já avançou hoje, o processo foi reaberto, tendo uma juíza de Setúbal aceitado quatro novas testemunhas para ser ouvidas, marcando discussão da prova para 20 de novembro. A comarca de Setúbal decidiu ainda que João Gouveia, o único sobrevivente da tragédia, é agora arguido no processo.

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