Pai do dux diz que o filho foi tratado como "arguido maléfico"

Juiz de instrução concluiu que não há indícios de crime. "Eram todos adultos e estavam lá porque queriam", disse. Famílias das vítimas não se conformam e vão recorrer à Relação.

"Percebo a dor dos pais, mas não percebo a cristalização da dor em ódio", criticava ontem João Eduardo Gouveia à porta do Tribunal de Setúbal, após ter ouvido o juiz de instrução dizer que o seu filho, o único sobrevivente da tragédia do Meco, não vai a julgamento, porque não há indícios de crime. Emocionado, o pai do ex-dux da Universidade Lusófona diz que agora é tempo de "paz", depois de João Miguel Gouveia ter sido "tantas vezes tratado como arguido maléfico", denunciou. Mas os pais não desarmam e já avisaram que vão recorrer para o Tribunal da Relação em Évora para saberem "tudo" sobre as mortes dos seis estudantes na trágica madrugada de 15 de dezembro de 2013 na praia do Meco.

Entre os argumentos utilizados pelo juiz Nelson Escórcio para justificar a decisão de não levar o dux a julgamento, foi a decisão anterior da procuradoria, sublinhando que "eram todos adultos e estavam lá porque queriam. Eles gostavam da praxe e foram com tudo preparado", insistiu, não vislumbrando indícios de que o sobrevivente tenha "sujeitado, pelo menos conscientemente, os colegas falecidos a um perigo que não pudessem eles próprios avaliar e evitar".

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