"Os ricos são sempre um pouco mais difíceis de apanhar"

O presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Social (CEPS), Carlos Azevedo, disse hoje que no combate à crise "têm existido algumas medidas para os mais ricos, mas esses são sempre um pouco mais difíceis de apanhar".

O bispo admite, contudo, que a distribuição do esforço pelos portugueses mostra "alguma sensibilidade", sobretudo porque "algumas medidas têm garantido que os escalões mais baixos não sejam apanhados pelas medidas".

Contudo, Carlos Azevedo diz que o mais importante neste momento é perceber que para além da ajuda assistencialista é preciso ajudar as pessoas "a saírem da sua indigência e a prepará-las para o futuro".

O presidente da CEPS defende que "a austeridade e a simplicidade da vida exigem muito de nós, em vez do discurso fácil".

No meio do "pessimismo dos elementos financeiros", Carlos Azevedo assegura que Portugal precisa de encontrar perspectivas que garantam que a vida e a felicidade são possíveis, ainda que "com muito menos meios".

As declarações do bispo foram realizadas no primeiro dia do XXVII Encontro da Pastoral Social, que decorre em Fátima até quinta-feira sob o tema "Desenvolvimento local, caridade global".

Na quarta-feira, segundo dia do evento, o destaque do programa do XXVII Encontro da Pastoral Social vai para a intervenção do cardeal Dionigi Tettamanzi, arcebispo emérito de Milão (Itália), que abordará o tema "Não há futuro sem solidariedade. Uma reflexão teológica-moral a partir da experiência da diocese de Milão".

Para quinta-feira está agendada uma conferência sobre "O trabalho em rede e a coesão social".

A conferência conclusiva estará a cargo de Manuel Linda, da Comissão Episcopal da Pastoral Social, com o tema "De braços levantados para Deus: desenvolvimento e vida espiritual".

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