Os melhores estão a revolucionar o ensino. Portugal prefere esperar

A Finlândia, a França e os jesuítas na Catalunha decidiram ensinar por tópicos e esquecer as disciplinas. Dar autonomia aos alunos é essencial, defendem os pais portugueses.

A Educação na Europa está a mudar. Deixar para trás as disciplinas tradicionais e procurar ensinar por fenómenos é a grande tendência: da Finlândia, à França, passando pelos colégios jesuítas na Catalunha, em Espanha. A reforma mais arrojada é mesmo a finlandesa, que arrancou na capital Helsínquia, e deve chegar a todo o país em 2020. Por cá, esta aposta numa educação "que proporciona aos alunos as competências para o século XXI" é vista por uns com entusiasmo e por outros com cautela.

"No fundo é centrar a preocupação na aprendizagem dos alunos e não nos resultados dos exames. Ensinar hoje em dia não é ler o que está no manual, ser professor é saber interessar os alunos pelas matérias", defende o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, acrescentando que o modelo finlandês é algo que a confederação tem vindo a defender. Mais cauteloso, David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação, defende que é "melhor esperar para ver" como correm as coisas nos outros países. É favorável "a uma área de caráter multidisciplinar com um conteúdo muito bem definido e que se dê ao longo do ano", mas o ex-ministro da Educação acredita que o melhor método de ensino ainda é o "conhecimento especializado e organizado em disciplinas".

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