Ordem dos Farmacêuticos quer ver apuradas responsabilidades

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) repudiou hoje qualquer situação de fraude relacionada com receituários e quer apurar responsabilidades nos casos que possam envolver farmacêuticos.

"Repudiamos veementemente qualquer situação que haja neste contexto de fraude", disse à agência Lusa o presidente da secção regional de Lisboa da OF, comentando assim um relatório da Inspecção-Geral das Finanças divulgado hoje na comunicação social, que revela um esquema de fraude que envolve médicos e farmacêuticos e que consistia em vendas fictícias do mesmo medicamento repetidamente.

António Hipólito de Aguiar disse que, neste contexto específico, a OF não tem indicação de qual é a tipologia das fraudes detectadas. Contudo, frisou, a Ordem quer ver "apuradas todas as responsabilidades que haja em relação a fraudes que envolvam farmacêuticos".

"A Ordem dos Farmacêuticos pugna e tem compromissos do ponto de vista da delegação de competência do Estado para que haja a salvaguarda dos interesses públicos e, particularmente, de saúde pública", salientou.

E, reiterou, "face a situações de fraudes detectadas possivelmente com receituários, repudiamos qualquer tipo de situação que não esteja devidamente esclarecida e que não haja transparência necessária neste processo".

Para Hipólito de Aguiar, estas situações são más para os profissionais de saúde porque se criam "climas de suspeição": "Não pode obviamente haver este tipo de situações que estejam permanentemente a acontecer no nosso domínio e no domínio da saúde".

A Ordem agirá com "total disponibilidade e total empenho" para averiguar todas as situações que envolvam farmacêuticos e que lesem o Serviço Nacional de Saúde.

O responsável lembrou situações anteriores relacionadas com processos crimes que foram desenvolvidos pela Polícia Judiciária, como o caso denominado "Esquizofármaco" que envolvia um farmacêutico e que a Ordem abriu de imediato um inquérito.

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