Ordem apoia greve marcada para dias 8 e 9

A Ordem dos Médicos apoia a greve marcada pela Federação Nacional dos Médicos para os dias 8 e 9 deste mês. Em comunicado apelam à participação dos utentes na concentração marcada para a tarde à frente do Ministério no primeiro dia da paralisação.

"O SNS, que até aqui servia todos os portugueses com Qualidade, está a sofrer com as medidas de austeridade e a degradar-se muito mais do que outros sectores da governação, por mera opção política, pois este Governo impôs mais cortes à Saúde e aos Doentes do que aquilo a que foi forçado pela Troika", começa por dizer o comunicado da Ordem dos Médicos, que afirma que já não é possível ao Ministério da Saúde continuar a esconder a realidade do que se passa.

No documento, a Ordem lembra as horas de espera nas urgências, dificuldades na marcação de consultas e cirurgias e os problemas no acesso a medicamentos inovadores que o organismo tem denunciado em conferências de imprensa.

"Embora mantendo abertos todos os canais de diálogo, a Ordem dos Médicos, para além da manutenção das conferências de imprensa, irá dar sequência às medidas que já tinha anunciado, caso as negociações falhassem, nomeadamente: continuar a insistir junto de médicos e doentes para comunicarem todas as falhas do SNS à Ordem dos Médicos, apelar a todos os médicos que não aceitem negociar e renunciem a qualquer tipo de contratualização com o Ministério da Saúde de indicadores doentios e que prejudicam a humanização da medicina", acrescentam.

Confirmando que apoiam a greve marcada da Federação Nacional dos Médicos, a Ordem deixa dois apelos aos utentes: que participem na concentração em frente ao Ministério da Saúde marcada paras as 15.30 e que não se desloquem aos serviços de saúde a não ser que seja necessário para "evitar despesas e perdas de tempo desnecessárias".

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