Optimus garante que não entregou quaisquer dados ao SIED

A Optimus garantiu hoje, sábado, que nunca entregou dados sobre comunicações a qualquer entidade, refutando também qualquer colaboração no "fornecimento ilegal de dados", a propósito da alegada espionagem a um telemóvel de um jornalista que utilizava a rede da operadora.

"A Optimus refuta ter tido qualquer espécie de colaboração no fornecimento ilegal de dados. A empresa nunca fornece registos de comunicações a quaisquer entidades. A única excepção acontece nos termos da lei no âmbito de investigações criminais de crimes de especial gravidade e mediante pedido formal através de ofício assinado por juiz", disse à Lusa fonte oficial da operadora.

O semanário "Expresso" avança que o Serviço de Informações Estratégicas do Estado (SIED) "espiou" o telemóvel de Nuno Simas, ex-jornalista do Público, actualmente director-adjunto de informação da Lusa, "com o objectivo de descobrir as eventuais fontes do jornalista".

A fonte oficial da Optimus garantiu ainda à Lusa que a operadora "também não fornece informações ao SIED, uma vez que não existe enquadramento jurídico que legitime essa entidade a solicitar informações às operadoras de telecomunicações".

O "Expresso" afirma que o acesso que o SIED teve ao telemóvel do jornalista "terá contado com a colaboração de alguém dentro da operadora" de telecomunicações, o que esta desmente.

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