Operação Marquês. PGR anuncia mais seis inquirições nos próximos dias

PGR revela que já foram realizadas 33 inquirições e duas diligências de buscas. Prevê-se que as diligências de recolha de prova "fiquem concluídas no final da primeira semana de maio"

A Procuradoria-Geral da República revelou hoje que estão marcadas para os próximos dias mais seis inquirições no inquérito 'Operação Marquês' e que as diligências de recolha de prova deverão estar concluídas na primeira semana de maio.

A informação consta de uma nota da PGR, na qual é anunciada a prorrogação por três meses, a contar da data de junção ao processo da última carta rogatória a ser devolvida, do prazo para a conclusão do inquérito da 'Operação Marquês', que tem como principal arguido o ex-primeiro ministro José Sócrates.

No comunicado, a PGR revela que já foram realizadas 33 inquirições e duas diligências de buscas, "encontrando-se agendadas mais seis inquirições para os próximos dias", prevendo-se que as diligências de recolha de prova "fiquem concluídas no final da primeira semana de maio".

Encontram-se em fase de conclusão as transcrições das interceções telefónicas, dos interrogatórios e das inquirições e estão em curso as últimas traduções que se estima estejam prontas, no máximo, daqui a um mês e meio, acrescenta a PGR.

Em setembro de 2016, a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, determinou a aceleração processual da 'Operação Marquês' e concedeu 180 dias para a conclusão do inquérito e emissão do despacho final.

Em março deste ano, os magistrados titulares do processo pediram a prorrogação desse prazo, comprometendo-se a prestar informação à PGR até finais de abril sobre "os vetores que determinaram o não-cumprimento do prazo", comunicar as medidas adotadas, informar sobre o andamento do processo e "indicar o prazo ainda necessário" para fecharem o inquérito.

No âmbito da 'Operação Marquês', o ex-primeiro-ministro Sócrates está indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, num processo que tem 28 arguidos, 19 pessoas e nove empresas.

Entre os arguidos estão Armando Vara, ex-administrador da CGD e antigo ministro socialista, Carlos Santos Silva, empresário e amigo do ex-primeiro-ministro, Joaquim Barroca, empresário do grupo Lena, Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, João Perna, antigo motorista de Sócrates, Paulo Lalanda de Castro, do grupo Octapharma, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, antigos administradores da PT, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e os empresários Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro e o empresário luso-angolano Hélder Bataglia.

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