Oeiras deverá tornar-se único comando naval

O comando NATO de Oeiras vai substituir os actuais comandos de componente naval em Nápoles (Itália) e Northwood (Inglaterra), que serão extintos  

A instalação do único comando naval da NATO em Oeiras, na nova estrutura operacional a aprovar em 2011, deverá concentrar em Portugal todas as decisões e competências marítimas da Aliança Atlântica.

A opção ficou implícita hoje nas palavras do primeiro-ministro, José Sócrates, ao dizer aos jornalistas que Oeiras irá receber as estruturas do comando naval de Northwood (e não de Nápoles, que também será extinto, ficando aí um só comando, conjunto, de segundo nível).

A ser aprovada, na ministerial de Junho de 2011, essa solução significará uma redução do estatuto de Oeiras: passa do segundo para o terceiro nível (estritamente naval). Porém, tornando-se no único "comando marítimo" da NATO, como lhe chamou José Sócrates, assumirá por completo a responsabilidade pelas operações navais - como a Ocean Shield, de combate à pirataria na Somália - e pelas matérias desse sector a nível da Aliança.

Isso é um dado adicional à simples garantia, contra as expectativas gerais, de manter um comando NATO em Portugal quando se reduz o número total de comandos. (até porque, em 2002, essa estrutura chegou a estar mesmo eliminada).

Como tal, reforça a dimensão da vitória político-diplomática de Portugal no actual processo de reinvenção da NATO enquanto actor internacional, nos domínios da Defesa e Segurança.

Por esclarecer fica a dependência hierárquica do comando naval de Oeiras na nova estrutura: do comando regional de Nápoles ou do de Brunssum (Holanda), do qual depende agora o de Northwood?

Sendo um comando naval da NATO, Northwood é também o comando operacional conjunto (componentes naval, terrestre e aérea) das Forças Armadas britânicas. E Londres manteve sempre capacidades próprias e de topo ao nível do comando e controlo das operações, segundo fontes militares.

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