Obras em escola em simultâneo com aulas

As obras de recuperação do telhado na escola-sede do Agrupamento de Búzio, em Vale de Cambra, estão a decorrer em simultâneo com as aulas, apesar dos protestos iniciais de alunos e professores.

Em declarações à Lusa, a presidente do conselho executivo desse estabelecimento de ensino, Catarina Paiva, afirmou hoje não saber até quando é que os trabalhos se vão prolongar, mas garantiu que "a escola está a funcionar normalmente".

A realização das obras nesta altura motivou, na sexta-feira, protestos por parte de professores e alunos que se opunham a que a intervenção decorresse em paralelo às aulas, com os técnicos a repararem "mesmo por cima da cabeça dos alunos" o telhado danificado durante o temporal da semana anterior.

Os estragos provocaram vários buracos no teto do edifício, que chega a acolher cerca de 15 turmas ao mesmo tempo, e vinham originando a entrada de chuva nas salas e corredores da escola, por aberturas através das quais os estudantes, durante as aulas, conseguiam "ver o céu".

Catarina Paiva assegurou, contudo, que "não há motivo para quaisquer preocupações" quanto à realização das obras em período letivo, alegando que "os especialistas de segurança [da empresa pública Parque Escolar, que conduz a obra] estão a tomar conta de todo o assunto".

Quanto à empreitada de beneficiação geral da sede do Agrupamento, a diretora desse estabelecimento de ensino contraria o teor da carta da semana passada, assinada por alunos da escola e difundida pela comunidade.

"Não compreendemos como é possível que se venha a deixar uma obra a metade, praticamente parada, tendo em conta a enorme soma de dinheiro que vem sendo gasta no aluguer dos monoblocos [para salas de aulas] e no pagamento da sua climatização", lia-se na carta.

Sem disponibilizar detalhes sobre essa intervenção, Catarina Paiva declarou apenas que a empreitada "está em curso" e que, "em princípio, durará ate à Páscoa".

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