Número de infetados subiu para 316, sete mortos confirmados

Números são da Direção-Geral de Saúde. Os resultados dos estudos epidemiológicos foram anunciados em conferência de imprensa, mas não foi revelada a origem do foco.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) revelou hoje que o número de infetados com 'legionella' subiu para 316, com mais novos cinco casos de infeção desde quinta-feira, mantendo-se sete vítimas mortais confirmadas.

"Em termos acumulados, verificaram-se, até agora, 316 casos, dos quais 308 foram internados na Região de Lisboa e Vale do Tejo, três na Região Norte, quatro na Região Centro, um na Região do Algarve", refere a DGS em comunicado.

Dos doentes internados na zona de Lisboa e Vale do Tejo, 44 já tiveram alta clínica, tal como um dos doentes que estava internado num hospital da zona Norte.

O balanço de sete vítimas mortais mantém-se, todos com idades entre os 52 e 81 anos, seis deles homens.

Segundo a DGS, a taxa de letalidade estimada do surto de 'legionella', na zona de Vila Franca de Xira, é até ao momento de 2,2%.

Os representantes da "task force" que desde sexta-feira tem feito frente ao surto de legionela no concelho de Vila Franca de Xira apresentaram, esta tarde, em conferência de imprensa, os resultados dos estudos epidemiológicos efetuados.

Os ministros da Saúde e do Ambiente, Paulo Macedo e Jorge Moreira da Silva, respetivamente, apresentaram as conclusões dos testes e descreveram todo o trabalho efetuado na última semana, mas recusaram revelar a origem concreta do surto, que será de uma ou de várias torres de refrigeração das empresas das freguesias mais afetadas, nomeadamente Forte da Casa, Vialonga e Póvoa de Santa Iria, alimentadas por sistemas próprios de captação de águas.

A empresa Adubos de Portugal (ADP Fertilizantes) é a principal suspeita, uma vez que, no início desta semana, o ministro do ambiente anunciou uma ação inspetiva extraordinária no local. Além disso, foi lá que, na mesma altura, Francisco George, diretor-geral de Saúde, fez ele próprio uma sessão de esclarecimentos junto dos funcionários e administração.

Equipas da Direção Geral de Saúde, ministérios da saúde e Ambiente, Instituto do Mar e da Atmosfera, delegados de saúde locais e regionais, enfrentam há uma semana aquele que é já o terceiro maior surto de legionela em todo o mundo. O Ministério Público anunciou ontem que está em curso um inquérito relacionado com o surto.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje que a resposta dada pelos profissionais de saúde ao surto é "um sinal de vitalidade" e "um desafio" que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) soube responder.

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