Número de imigrantes em Portugal continua a cair

Em 2013, a população imigrante diminuiu para 401 mil pessoas. Um em cada quatro imigrantes é brasileiro.

O número de imigrantes em Portugal continua a diminuir, tanto devido à crise económica, como à naturalização da população estrangeira, indica um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado hoje.

O relatório com que a organização internacional traça as perspetivas anuais sobre migrações, refere um "declínio estável" na população estrangeira a residir em Portugal desde 2009.

Em 2013, a população imigrante diminuiu para 401 mil pessoas, quando em 2012 contava com 417 mil, refere o documento.

Apesar de a população brasileira continuar a diminuir - 13 500 pessoas em 2013 -, quase um em quatro imigrantes é brasileiro.

Porém, pela primeira vez em cinco anos, o número de vistos de entrada de longa duração cresceu em 2012, para 15.800, registando-se ainda um aumento no número de vistos para estudantes estrangeiros e um pequeno crescimento no número de vistos de trabalho.

"A saída crescente dos imigrantes de longo prazo, que começou com a recessão, prossegue", observa a OCDE, destacando, porém, que, de um total de 121.500 pessoas que deixaram o país em 2012, 96% eram portuguesas e apenas quatro por cento eram estrangeiras.

"A escala destas saídas aproxima-se da intensidade do ciclo de emigração de portugueses para a Europa registado no final da década de 1960 e início de 1970", refere o relatório.

Entre as pessoas que deixaram Portugal em 2011 e 2012, 40% tinham entre 15 e 29 anos e 70% eram homens.

"Os países da União Europeia e a Suíça continuam a ser os destinos dominantes, mas locais não europeus, especialmente Angola, emergiram como importantes destinos para os emigrantes portugueses", conclui o relatório.

Em 2013, 30.100 estrangeiros pediram nacionalidade portuguesa, um pouco mais do que em 2012, e a maioria teve resposta positiva, segundo o relatório.

Em 2013, o número de pedidos de asilo aumentou para 500, dos quais 39% foram provenientes de cidadãos sírios. Em 2012, tinha-se ficado pelo 300, número considerado baixo pela OCDE.

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