Número de camas aumenta em Peniche para aliviar urgências das Caldas da Rainha

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) estima criar, dentro de três semanas, mais dez camas de internamento de doentes urgentes no hospital de Peniche para diminuir o número de macas nos corredores da urgência das Caldas da Rainha.

A criação de mais dez camas em Peniche foi uma das soluções avançadas hoje pela diretora clínica do CHO, Isabel Carvalho, para "reduzir as dificuldades" do serviço de urgência do Hospital das Caldas da Rainha, mas a medida só deverá estar a funcionar "dentro de duas ou três semanas".

A medida foi divulgada numa conferência de imprensa em que a médica reagiu às críticas da Ordem dos Enfermeiros (OE) sobre o serviço de urgência do hospital das Caldas da Rainha, que forma o CHO juntamente com os de Peniche e Torres Vedras.

A OE considera "caótico" o funcionamento do serviço, onde se chegam a acumular entre 40 a 50 macas nos corredores, permanecendo os doentes cerca de quatro dias nessas condições.

Isabel Carvalho explicou hoje que "o principal problema é a estrutura física das urgências", onde a administração do CHO também pretende efetuar melhorias, mas "só o poderá fazer no verão para manter o serviço a funcionar enquanto decorrem as obras".

Até lá, a médica admitiu que o número de doentes em macas se mantenha elevado, já que a urgência "tem sido procurada por doentes cada vez maios idosos, com maior número de patologias associadas, cuja recuperação é lenta e que precisam de ficar mais tempo na urgência".

De acordo com a diretora clínica, o hospital tem-se defrontado com "a necessidade de responder a problemas sociais", já que muitos dos doentes idosos entram nas urgências e "já não têm condições para voltar para casa", mantendo-se internados "à espera de uma resposta social".

Nalguns casos "os idosos recusam ser encaminhados para um lar", noutros "as famílias que se deviam responsabilizar por eles recusam-nos" e, noutros ainda, "ficam à espera de que haja vagas em unidades de cuidados continuados", concretizou.

"Não podemos fechar a porta nem pôr os doentes na rua, temos que os tratar",a firmou a responsável.

O CHO tem atualmente 33 camas de internamento no serviço de medicina das Caldas da Rainha, 60 no hospital de Torres Vedras e 20 no hospital de Peniche, que passará contar com mais dez para responder aos picos de procura das urgências.

Para além das populações daqueles concelhos, abrange as de Óbidos, Bombarral, Cadaval, Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra, servindo mais de 292.500 pessoas.

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