Nóvoa é quem está "em melhores condições" para ajudar a mudar o país. Palavra de ministro

Vieira da Silva acusa Cavaco de não ter estado "à altura das responsabilidades" do cargo. Nóvoa diz que fusão de universidades de Lisboa foi "ato político"

O ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, afirmou este sábado à noite em Viana do Castelo que Sampaio da Nóvoa "é aquele que está em melhores condições para ajudar a mudar o país e para construir o futuro".

Falando num comício que não encheu o auditório do Instituto Politécnico da cidade - depois de um dia bom na mobilização pelo Alto Minho -, o governante desferiu logo depois um violento ataque a Cavaco Silva. "Nós sabemos bem que Presidente da República precisamos, especialmente depois de dez anos onde não tivemos um Presidente à altura das necessidades e das responsabilidades do cargo que representou", por comparação com a "nobreza", "coragem" e "decisão" dos três outros presidentes eleitos democraticamente depois do 25 de Abril. "Não por acaso todos esses que exerceram para o futuro o cargo de Presidente da República estão com Sampaio da Nóvoa", concluiu.

Vieira da Silva faria depois a sua profissão de fé no candidato. "Estou aqui por mim mesmo, sou socialista, mas o meu apoio a Sampaio da Nóvoa não depende dessa dimensão da qual não abdico, depende apenas da convicção profunda que tenho que este é o único candidato capaz de vencer o candidato da direita", explicou o governante.

À semelhança do que mais à frente diria Nóvoa, o socialista sublinhou também que, nesta candidatura, "não se enganam no adversário", que são a abstenção e Marcelo Rebelo de Sousa, e sem nomear a candidatura da também socialista Maria de Belém, depois de apoiantes da ex-presidente do PS, como Manuel Alegre e Vera Jardim, terem acusado o antigo reitor da Universidade de Lisboa de usar as estruturas do partido na sua campanha.

Já Sampaio da Nóvoa puxou dos seus galões à frente dos destinos daquela universidade para criticar quem o acusa de não ter experiência política. "Não tenho uma vida feita nos partidos, é um dado público, mas a política começa e acaba aí?", questionou-se, para logo dar a resposta: "Não me parece. São bem-vindos todos os que se dedicam civicamente ao serviço público nos partidos, com certeza, mas não podem os demais, que também se mobilizam e intervém na sociedade, ser excluídos com esse argumento."

Na lapela colocou então "a fusão das duas maiores universidades de Lisboa", perguntando que não sabe "em que mundo é que uma medida como essa", quando era ele reitor, "não é um ato político". E definiu-se como homem de consensos e de compromissos, ironizando com a sua experiência académica: "Na universidade e no servidor público que fui toda a minha vida, como nesta candidatura, apresento-me como sou. Um promotor de diálogos e de compromissos. E se julgam que é difícil colocar dois políticos de acordo, garanto-vos que só pensa isso quem não conhece muitos professores universitários."

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