Novas buscas da Operação Marquês complicam processo

Diligências realizadas no GES e o facto de faltarem ainda os últimos interrogatórios põem em causa o prazo para a acusação

Instalações do Grupo Espírito Santo (GES) foram esta terça-feira alvo de buscas por equipas do procurador Rosário Teixeira, no que serão as últimas diligências do género da Operação Marquês. Isto a três dias do fim do prazo para a acusação.

Segundo o semanário Expresso, que noticiou em primeira mão as referidas buscas, alguns arguidos, entre eles Armando Vara, ainda não foram notificados para ser ouvido, o que é essencial para que o Ministério Público concluir a investigação.

Fica assim reforçada a ideia de que o prazo estipulado para a acusação não seja cumprido.

No entanto, oficialmente esse prazo continua marcado para a próxima sexta-feira, 17 de março.

A Operação Marquês é a investigação que tem como arguido, entre outros, o ex-primeiro-ministro José Sócrates, indiciado por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.

José Sócrates, à saída do interrogatório de segunda-feira no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), afirmou que não ficaria "espantado" com novo adiamento do inquérito.

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