Nova moeda global: "competências". E Portugal tem de a melhorar

Passos Coelho quer "levar mais longe" ensino profissionalizante e reconhece atraso nacional na Educação e Formação.

"Portugal conseguiu lidar bem com os desafios imediatos da crise", mas agora tem de garantir ensino e emprego de qualidade e equitativo. Para chegar lá, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) identificou 12 trabalhos que o país tem de cumprir. Deixando claro que "as competências são como uma nova moeda global", Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, apresentou em Lisboa, um relatório que identifica as apostas que têm de ser feitas na Educação, Formação e Emprego para "garantir a prosperidade futura".

Diminuir o abandono escolar, melhorar a formação ao longo da vida e nas empresas, promover o empreendedorismo e incentivar as empresas a contratar investigadores, são alguns dos desafios. Divididos, pela Organização em três pilares: desenvolvimento das competências relevantes desde a infância até à idade adulta; ativação da oferta de competências no mercado de trabalho; e utilização eficaz das competências na economia e na sociedade.

Na apresentação do relatório, Pedro Passos Coelho reconheceu que Portugal "é ainda, e infelizmente, um país com um atraso estrutural em matéria de educação e na formação de competências". Mostrou, no entanto, a intenção de "levar mais longe" o desenvolvimento de um modelo de ensino profissionalizante, já que este aumenta a igualdade de oportunidades e é bom para a economia. E de trabalhar com a OCDE para que Portugal possa ter "uma das economias mais competitivas do mundo".

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