Touros resistem ao "charme" dos 500 quilos de Galega

O "charme" de Galega, uma vaca de oito anos, não foi suficiente para atrair, ontem, a atenção dos dois touros de meia tonelada que desde segunda-feira estão fugidos ao dono nos montes de Outeiro, em Viana do Castelo. "Eles é que não compareceram, a culpa não é dela", brinca Ilídio Fonte, o criador da Galega, de 500 quilos de peso, utilizada como chamariz para os dois touros.

Ao fim de quase dez horas do monte, a vaca regressou a casa, cerca das 19:00, e a operação que a GNR montou no terreno dada por concluída. "Eles estão raivosos, fugitivos, não quiseram saber da vaca, mas sim de safar a pele. Mas já percebemos que estão a ficar cansados", explicou, no final do quarto dia de buscas, o criador dos dois touros, Manuel Farinhoto. Por entre "muita vegetação" no monte, os militares da GNR e vários populares chegaram a avistar os touros várias vezes ao longo do dia. "Mas eles presente gente fogem, têm muita força. Um deles salta muito, apesar do peso que tem.

Nas buscas, uma das pessoas teve de subir a um eucalipto, porque o touro fez-se a ele", recorda, extenuado, o criador. "Tenho 66 anos, já a minha vida já não dá para isto", assume, desgostoso com a situação. Confessa que desde que os touros escaparam, na segunda-feira ao final da tarde, a preocupação nunca foram os 2.500 euros que os animais, que estavam de partida para o matadouro, para serem abatidos. "O meio receio é o mal que eles podem fazer. Estão com muita raiva e sentem-se encurralados com a situação", admite.

Na sexta-feira, os nove elementos da GNR e a veterinária que acompanha a operação regressam ao terreno, desta vez sem vaca, apenas com cordas, para tentar laçar os animais, e um arma de tranquilizantes, a qual só pode ser utilizada a cerca de 10 metros. No limite, e face à perigosidade sobretudo do que iniciou a fuga há quatro dias, os militares estão prontos a abrir fogo, com armas G3, caso seja colocada em causa a própria segurança.

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