Só 1 dos 11 detidos no "Nordeste Explosivo" em preventiva

Audiências no tribunal terminaram esta manhã. Apenas um dos 11 detidos na operação da Polícia Judiciária (PJ) "Nordeste Explosivo" ficou em prisão preventiva enquanto os restantes saíram em liberdade com termo de identidade e residência. As audiências terminaram hoje já depois das seis da manhã.

Para além da medida de coacção mais simples, o termo de identidade e residência, alguns dos arguidos que saíram em liberdade ficaram também obrigados a apresentações periódicas às autoridades. Fonte do Tribunal não adiantou qual o arguido que ficou em prisão preventiva.

O principal suspeito entre os 11 detidos é um empresário de Alfândega da Fé, Jorge Pinheiro, e o único indiciado pelo crime de tráfico de armas e explosivos. A maioria dos restantes indivíduos foi detida por posse de explosivos. Entre os arguidos estão os presidentes das Juntas de Freguesia de Vale de Prados e de Cortiços, ambas no concelho de Macedo de Cavaleiros.

O advogado de defesa dos dois autarcas diz que os motivos que levaram à detenção estão relacionados com as suas actividades privadas, nomeadamente na área da construção civil e terraplanagem.

O principal suspeito, o empresário de Alfândega da Fé, foi o vendedor dos explosivos que, em 1999, mataram duas mulheres em Moredo, Bragança. A operação levada a cabo na quarta-feira em Trás-os-Montes pela PJ resultou de um investigação em curso há um ano e levou à detenção de 11 homens, com idades entre os 40 e 60 anos.

Nas diligências feitas e vários concelhos transmontanos como Valpaços, Vila Real, Macedo de Cavaleiros e Mirandela foram apreendidos cerca 200 quilos de explosivos, nomeadamente goma 2eco (utilizado no atentado de Madrid, em 2004), mais de 3 000 detonadores, milhares de metros de rastilho e cordão detonante e 13 armas de fogo, incluindo uma espingarda metralhadora G3, caçadeiras, caçadeiras de canos serrados e carabinas.

Os detidos são empresários da construção civil e terraplanagem que justificam o recurso ilegal aos explosivos para "ultrapassar burocracias que podem parar uma obra durante meses à espera de uma licença para rebentar uma pedra". O empresário de Alfândega da Fé que cedia os explosivos tinha licença mas, de acordo com a investigação, cedia o material ilegalmente.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG