PS alerta para perigo nos bairros sociais do Estado

O PS Porto alertou hoje que há vidas em perigo em bairros da cidade que são propriedade do Estado e propõe que a gestão das habitações sociais passe para a Câmara do Porto.

Em declarações à Lusa, Manuel Pizarro, deputado e presidente do PS/Porto, afirmou que na próxima reunião de Câmara do Porto os vereadores socialistas vão pedir a formalização de um acordo que "transfira a gestão dos bairros sociais que são propriedade do Estado para a Câmara".

"Não faz sentido que esteja centralizado num organismo do Governo a gestão de habitação social do Porto. Não faz sentido que o Governo seja senhorio de centenas ou milhares de famílias da cidade do Porto", declara o deputado parlamentar, lamentando a falta de um "interlocutor proactivo a quem os moradores possam colocar os problemas das habitações.

Segundo Manuel Pizarro, há habitações que colocam "em risco a segurança dos moradores", porque as estruturas dos prédios estão em risco de ruir.

"Algumas estruturas dos bairros sociais têm vindo a ruir ao longo dos últimos meses", afirma o presidente da Comissão Política da Concelhia do PS Porto, que visitou hoje o "profundamente degradado" Bairro de Paranhos, um dos que são propriedade do Estado e há mais de 35 anos que não sofrem obras de reparação.

Também os bairros de Ramalde, Pereiró, Ramalde do Meio, Viso, S. Tomé, Leonardo Coimbra, Novo de Paranhos e Contumil são propriedade do Estado, mas a "degradação profunda" em que caíram, "colocam a segurança dos moradores em risco", avisa o deputado.

Para solucionar o problema, o PS Porto defende que seja estabelecido, "com caráter de urgência", um diálogo entre Governo e a Câmara Municipal do Porto para que se possa formalizar um acordo de transferência da gestão dos bairros sociais do Estado para a autarquia portuense.

Pizarro refere que no acordo deve estar previsto "um envelope financeiro" para que as obras de recuperação ocorram nos próximos quatro ou cinco anos, porque sem isso os "problemas vão continuar a agravar-se no futuro" e o "custo das intervenções vai aumentar".

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