Proprietário de café justifica disparos "para assustar"

O autor dos disparos de caçadeira que, em agosto de 2009, feriram dois assaltantes num café em Lousada, no distrito do Porto, disse hoje em julgamento que os tiros eram "apenas para assustar".

"Não dei os tiros para acertar em ninguém. Tenho sido vítima de vários assaltos e foi o desespero", afirmou Joaquim Ribeiro, de 63 anos, acusado de dois crimes de tentativa de homicídio qualificado.

O arguido, que começou hoje a ser julgado, disse ainda não se ter apercebido que acertou em qualquer assaltante. "Disparei para o chão", contou ao coletivo de juízes.

O assalto ao café de Lousada, na madrugada do dia 25 de agosto de 2009, envolveu alegadamente cinco homens, arguidos no processo. Dois deles ficaram feridos pelos disparos de caçadeira efetuados pelo proprietário do estabelecimento, também arguido neste processo.

Os alegados assaltantes, com idades entre os 26 e os 32 anos, todos residentes na zona do Porto, estão acusados da prática de crimes de furto de dois veículos e furto numa papelaria de Paredes, para além dos factos ocorridos no café de Lousada.

Nas declarações, o proprietário do estabelecimento referiu que não conseguiu identificar nenhum dos alegados assaltantes, porque "estava muito escuro".

Nenhum dos alegados assaltantes aceitou prestar declarações. Nesta audiência de julgamento, foram ouvidas algumas testemunhas, nomeadamente dois inspetores da PJ e um militar da GNR, que contaram as diligências efetuadas pelas autoridades após ocorrência dos factos que constam da acusação.

A próxima sessão está marcada para o dia 25 de fevereiro, às 09:30.

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