Preventiva para filho acusado de esfaquear o pai

Miguel Cadilhe, acusado de matar o pai à facada e de ter tentado atear fogo à casa do progenitor, numa tentativa de "ocultar provas", confessou o crime no Tribunal de Vila do Conde. Juiz decretou prisão preventiva.

Ouvido durante toda a tarde de hoje pelo juiz de instrução criminal, que lhe decretou prisão preventiva até à realização do julgamento, o arguido mostrou-se muito "perturbado, confuso e preocupado com a mãe", adiantou, entretanto, o seu advogado, Eduardo Cunha, que se escusou a dar mais pormenores sobre o caso.

O crime ocorreu na quarta-feira, altura em que Manuel Cadilhe, conhecido por ser campeão de póquer, foi encontrado morto no interior da sua habitação com várias facadas e amordaçado com uma peça de roupa.

A cama estava queimada, assim como parte da habitação onde foi encontrado o corpo.

O arguido estaria "desesperado" com o desfecho da conversa com o pai e tentou "ocultar provas", avançou a mesma fonte.

Miguel Cadilhe tem 20 anos e estuda Engenharia Informática na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, cidade onde reside com a mãe, divorciada e técnica de laboratório.

Ao que tudo indica, pai e filho tinham uma "boa relação", mas, nos últimos meses, "houve desentendimentos".

É que o jovem "abandonou a formação em pilotagem de aviões" e começou a frequentar Engenharia Informática, "contrariando a vontade do pai", disse ainda a mesma fonte.

Além disso, Manuel Cadilhe havia oferecido ao filho um automóvel, mas esteve vendeu-o e "trocou-o por uma moto", algo que a vítima também reprovou.

Na noite do crime, o alegado homicida foi a casa do pai, numa tentativa de se "explicar", mas ambos acabaram por discutir "violentamente".

A troca de palavras terá "durado horas", tendo culminado na morte de Manuel Cadilhe que estava em Portugal de passagem, porque residia em Luanda, Angola, onde tinha uma empresa de construção civil.

Depois, o filho tentou pegar fogo à casa, tirou a carteira ao pai, saindo de Vila do Conde de táxi.

Deu "várias voltas" e, posteriormente, rumou à casa da mãe, onde, no dia seguinte, foi interrogado pela Polícia Judiciária e acabou por confessar ao crime aos inspectores.

O arguido vai aguardar julgamento no estabelecimento prisional, anexo à Polícia Judiciária do Porto.

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