Pai procura ladrão seguindo descrição dada pelo filho

O pequeno Leandro, de sete anos, descreveu à GNR o homem que levou o carro da mãe como sendo alto, magro, nariz grande e cabelo alourado. O pai pôs amigos à procura.

A GNR das Taipas, Guimarães, continuava ontem os esforços para localizar o Mini Cooper cinzento roubado na freguesia de Ponte, Guimarães, no final da manhã de sábado. A única descrição que as autoridades têm do suspeito é a que foi dada por Leandro, de sete anos, o menino que foi levado no carro com a irmã de dois anos, durante dez quilómetros, até o ladrão os deixar em Joane, Famalicão. "É um homem alto, magro, com o nariz grande e o cabelo alourado, pelo pescoço, segundo descreveu o meu filho. É bem-parecido, não usa brincos nem exibe tatuagens", contou Alcídio Silva, o pai do menor, ao DN.

Nos ficheiros de cadastrados que a GNR mostrou ao menino, no sábado, nenhum se adequava à memória que Leandro tinha do homem que pegou no carro da mãe com ele e a irmã lá dentro.

Alcídio Silva decidiu não ficar à espera dos resultados da GNR no terreno e agir ele próprio. "Tenho vinte colegas meus a baterem a zona toda, Guimarães, Famalicão, Porto, para ver se encontram o carro. Quando sair do trabalho, pelas 20.30, vou também fazer buscas."

O filho, Leandro, a principal testemunha do furto (porque a irmã, Leonor, de dois anos, é demasiado pequena), não pregou olho na noite de sábado para domingo. "O menino e a minha mulher não dormiram nada, assustados", disse ao DN.

O pequeno Leandro e a irmã estão a ser acompanhados por um psicólogo. Não é para menos: o ladrão entrou no carro quando eles esperavam que a mãe regressasse de casa e conduziu ao longo de dez quilómetros com as crianças lá dentro.

Sandra Silva tem razões para estar ansiosa. "Dentro do carro ela deixou a sua carteira com todos os documentos do Mini, dez euros em dinheiro e os cartões multibanco. Ficou também a chave de outro veículo que eu tenho, a minha carta de condução e os nossos bilhetes de identidade."

Alcídio também está apreensivo. "Vou mudar a fechadura do outro carro, que está em meu nome. É melhor, por razões de segurança." O pai das duas crianças está convencido de que o ladrão não foi longe. "A gasolina no depósito dava para 50 quilómetros."

Na noite de sábado, Alcídio ainda foi até à freguesia de Silvares, Guimarães, por ter recebido uma dica de que um dos moradores dessa terra é um alegado ladrão de carros. "A descrição física dele condiz com a que o meu filho fez à GNR", adiantou.

O casal Silva aprendeu com este caso uma lição que nunca mais vai esquecer: "Acho que isto é um abrir de olhos para toda a gente. Nunca mais vamos deixar a chave no carro nem os miúdos dentro do automóvel." Em poucos minutos, enquanto Sandra foi a casa no final da manhã de sábado, um desconhecido entrou no carro e levou-o com as duas crianças. Fácil; as chaves estavam na ignição.

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