"Justiça", pede família de vítima do gangue do McDonald's

Setença dos seis arguidos do gangue que em Agosto de 2007 matou gasolineiro da Repsol é hoje. Família de Jorge Rocha pede justiça.

"Justiça". É apenas isto que a família de Jorge Rocha, o jovem gasolineiro de 25 anos de Valença abatido a tiro em Agosto de 2007, garante querer ouvir do tribunal esta tarde. Parca nas palavras e emocionalmente afectada, Júlia, a mãe de Jorge Rocha, de 67 anos, marcou presença nas dezenas de sessões do Julgamento do gangue suspeito, que se arrastou durante quatro meses.

"Foi preciso muita coragem. Uma coragem de mãe", enalteceu a própria defesa dos arguidos, na última audiência realizada em Valença. "O filho era a única companhia dela. Ficou de rastos com o sucedido e que a família pede é Justiça", disse ao DN um dos familiares.

A leitura da sentença dos seis arguidos do denominado gangue do McDonalds está marcada para esta tarde, mas sabe-se desde já que nem todos deverão marcar presença no Tribunal de Valença, por terem pedido escusa. Certo é que a defesa pediu a absolvição de todos os crimes imputados pelo Ministério Público, alegando que não foi feita "prova cabal" das acusações e que a mesma resultou apenas das "convicções" dos inspectores da Policia Judiciária, que conduziram a investigação.

Um dos seis advogados de defesa foi mesmo mais longe ao apontar durante o Julgamento que "toda a acusação ruiu por completo" tendo em conta que os arguidos não quiseram prestar declarações o que inviabilizou as declarações prestadas pelos inspectores, baseadas em "conversas informais" com os suspeitos.

O julgamento foi considerado o mais complexo realizado em Valença, tendo envolvido a inquirição de 163 testemunhas referentes a 32 inquéritos de várias comarcas do Norte. Os seis alegados membros deste gangue, entre os quais dois irmãos, respondem pela prática de crimes entre Junho de 2007 e o início de 2008.

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