Missas dominicais perderam 23 mil fiéis desde 2001

O número de participantes nas missas dominicais na diocese de Viseu diminuiu cerca de 23 mil desde 2001, de acordo com um recenseamento realizado em fevereiro, revelou hoje à agência Lusa o bispo Ilídio Leandro.

A 5 de fevereiro, a diocese de Viseu promoveu nas suas várias paróquias um recenseamento para saber quantas pessoas vão às missas dominicais e tentar perceber como é acolhida a mensagem transmitida aos cristãos.

Segundo Ilídio Pinto Leandro, apesar de "meia dúzia de paróquias" não ter ainda entregado os dados, é possível já afirmar que menos cerca de 23.000 pessoas frequentam as igrejas da diocese ao domingo.

"Baixámos de 28,6 por cento de praticantes em 2001 para 19,9 por cento", referiu, acrescentando que os praticantes passaram de 70.752 para 47.375 nas paróquias já analisadas.

O bispo de Viseu realçou que "esta percentagem de praticantes a menos foi constante em todos os arciprestados" da diocese, o que poderá indiciar uma tendência nacional.

O recenseamento da prática dominical tem sido feito aquando os Censos, o que estava previsto acontecer em 2011.

No entanto, segundo Ilídio Leandro, "a Conferência Episcopal achou que nesta década deveria privilegiar um recenseamento qualitativo das razões pelas quais os cristãos acreditam e frequentam as práticas dominicais".

A diocese de Viseu, "porque está em Sínodo e quer aproveitar todos os elementos para se conhecer, reprogramar e renovar, entendeu que, para além do qualitativo que é da responsabilidade da Conferência Episcopal", deveria avançar já com este recenseamento.

Neste âmbito, no domingo dia 5 de fevereiro, foi entregue aos presentes nas missas um boletim onde era perguntada a idade, o sexo e se estava na paróquia da sua residência.

Ilídio Leandro contou que a análise destes dados será feita com a ajuda de um sociólogo, tendo em conta vários critérios, nomeadamente a zona em que se integram as paróquias, se são mais rurais ou mais urbanas.

"Vai demorar mais algum tempo para podermos fazer essa leitura, tendo em conta as conclusões a tirar, porque estamos em Sínodo e este recenseamento vai depois ajudar-nos a ver dados que precisamos de ter em conta", justificou.

Isto porque, sublinhou o prelado, o objetivo é "ler estes dados integrados num projeto sinodal" e não trabalhá-los isoladamente.

"Estamos com todo um projeto que nos vai levar até 2016. Iremos fazer nesse ano os documentos finais do Sínodo e queremos integrar também este elemento da prática dominical", justificou.

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