Grupo suspeito de extorsão julgado em Março

A 3.ª Vara Criminal do Porto inicia a 21 de Março o julgamento de um grupo suspeito de extorsão e crimes correlacionados, que inclui três irmãos de Ilídio Correia, um segurança abatido a tiro durante a espiral violenta de 2007.

Na totalidade, vão a julgamento 11 pessoas e uma sociedade dona de uma discoteca, acusadas pela alegada prática de um total de 57 crimes, alguns deles na forma agravada, desde extorsão, coação, ameaça, ofensa à integridade física, detenção de arma proibida, favorecimento pessoal e exercício ilegal de segurança. A maioria dos crimes (33) é imputada aos três irmãos de Ilídio Correia, supostos membros do grupo de seguranças de Miragaia.

O processo refere que alguns dos membros deste grupo tentaram extorquir dinheiro até a elementos do grupo de segurança rival, o da Ribeira, nomeadamente após o homicídio de Ilídio Correia, consumado na madrugada de 29 de novembro de 2007. Ainda segundo a acusação, alguns dos arguidos dedicaram-se a cobranças comerciais sob coação e, pelo menos numa das situações, dois deles identificaram-se perante um devedor como proprietários da firma "Paga ou paga". Outro alvo do grupo agora acusado, neste caso sob a forma de ameaça e agressão, terá sido Fernando Madureira, líder da claque do FC Porto Superdragões.

A acusação do processo foi deduzida por uma equipa do Departamento Central de Investigação e Acção Penal criada expressamente para investigar os crimes associados à noite do Porto, sendo integralmente confirmada pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto. "Dúvidas não temos de que, pelo menos a nível indiciário (...), os arguidos cometeram os crimes que lhes são imputados na acusação", refere o despacho de pronúncia assinado pela juíza de instrução Isabel Ramos.

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