Gaia quer alargar Atividades de Enriquecimento Curricular

A câmara de Gaia quer alargar o período das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) até mais duas horas diárias no próximo ano letivo, o que envolve a contratação de 370 professores, revelou esta noite o presidente da autarquia.

"É o maior número de professores alguma vez contratado em Vila Nova de Gaia para este fim e assumimos a vontade de, no próximo ano letivo, ter uma extensão, por mais duas horas, do funcionamento dos ATL [Ateliers de Tempos Livres]", descreveu Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca de Gaia falava à agência Lusa à margem da sessão de Assembleia Municipal na noite de quarta-feira, na qual foi discutida a proposta de abertura de um procedimento concursal destinado exatamente ao objetivo: "cobrir um horário que para muitos pais é muito importante ser coberto pela escola pública".

"Os monitores das AEC são contratados para uma hora por dia nos restantes municípios [período entre as 16:30 e as 17:30]. Em Gaia a esmagadora maioria deles será contratada para cobrir mais duas horas [das 17:30 às 19:30]", descreveu o autarca de Gaia.

Este programa destina-se "a todas as escolas públicas de Gaia no 1.º Ciclo e Jardim-de-Infância", abrangendo 12 mil crianças.

Com este projeto, é também objetivo introduzir no 1.º Ciclo a "universalização" do Inglês e, na componente ATL, uma iniciação ao Francês.

"Até para contrariar uma prática que está a ser seguida por quase todos que é abandonar de vez o Francês porque o Espanhol aparentemente é mais fácil. As crianças de Gaia, a partir de setembro, começarão a ter Francês que poderá ser opcional em alguns sítios", disse Vítor Rodrigues.

Garantir horas de salas de estudo para reforçar o Português e a Matemática no 1.º Ciclo é outro dos âmbitos deste alargamento nas ACE.

A abertura deste procedimento foi aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal desta noite, na qual também se discutiu o fecho do posto de informação de polícia de Vilar de Andorinho por iniciativa da CDU que apresentou uma moção que acabaria aprovada por maioria.

"Mais do que estar contra o encerramento do posto, há que exigir ao Governo a construção da esquadra a PSP. É importante ter resposta ao nível de segurança e não só de atendimento. Há terreno. Há projeto. Têm de haver efetivos", considerou Eduardo Vítor Rodrigues.

O posto da PSP em Vilar de Andorinho está desativado desde 08 de maio.

O encerramento desta estrutura integra o projeto de reorganização do dispositivo policial nos comandos metropolitanos de Lisboa e Porto.

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