Francisco José Viegas contestado em Bragança

O presidente da distrital de Bragança do PSD, José Silvano, expressou hoje a sua "discordância absoluta" com a "imposição" de Francisco José Viegas para cabeça de lista por esta região.

"Discordo em absoluto da escolha da nacional. Bragança tinha outra expectativa, que fosse uma pessoa da região", disse, em declarações à Agência Lusa.

Segundo José Silvano, "a distrital até apontou para cabeça de lista Adão Silva", actual deputado por Bragança, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e ex-secretário de Estado da Saúde do governo de Durão Barroso. "Não foi isso que aconteceu e a nacional impôs um cabeça de lista", declarou.

Adão Silva ficou, mais uma vez, em segundo lugar na lista de candidatos do PSD pelo círculo eleitoral de Bragança, que elege três deputados (dois do PSD e um do PS na actual legislatura).

O presidente da distrital social-democrata disse à Lusa que vai fazer a campanha eleitoral "contrariado" mas que, ainda assim, não assumirá nenhuma posição de protesto depois de ter dito que não aceitaria um nome imposto pela comissão política nacional.

José Silvano é presidente da Câmara de Mirandela há 16 anos e dos autarcas sociais-democratas que tem conseguido vitórias mais expressivas para o partido nesta região. Quando se candidatou a presidente da distrital, em Janeiro de 2010, disse que se teria demitido e incentivado os restantes elementos a renunciarem se ocupasse aquelas funções quando, nas últimas legislativas de 2009, a líder Manuela Ferreira Leite impôs para Bragança um cabeça-de-lista de Penafiel, José Ferreira Gomes.

"Pus essa questão à comissão política distrital, assim como não indicar ninguém, mas a proposta foi chumbada", afirmou. "Vou aceitar a decisão nacional e vou fazer campanha, contrariado sempre, mas em nome de um bem maior que é derrotar o actual Governo", acrescentou.

José Silvano lamentou ainda que a distrital de Bragança "há já vários mandatos sucessivos veja a sua posição contrariada pela nacional até quando tem um líder do PSD e um vice-presidente do grupo parlamentar que são transmontanos".

Para o presidente da distrital "só a alteração da lei eleitoral evitará que este tipo de situações continuem a acontecer".

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