Estradas de Portugal admite degradação mas nega indícios de colapso

A Estradas de Portugal (EP) garantiu hoje à Lusa que não há indícios de colapso iminente da ponte da Foz do Dão, no IP3, embora esteja em "processo de degradação".

Numa nota enviada à agência Lusa, a EP adianta que está a "acompanhar esta situação em colaboração com o LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] e a desenvolver todas as diligências necessárias para a sua resolução", salvaguardando a segurança dos utilizadores da ponte que liga os concelhos de Santa Comba Dão e Mortágua.

Para isso, o "Governo produziu um despacho de dispensa de procedimento de avaliação ambiental [publicado sexta-feira em Diário da República], que permite acelerar este processo, tendo em vista a segurança dos utentes", diz a EP.

A empresa pública adianta ainda que, "em projecto de execução, foi tomada a opção pela substituição integral da ponte, uma vez que fica garantida à partida uma durabilidade superior a longo prazo, os processos construtivos são mais simples e rápidos e consequentemente com menores dificuldades técnicas e construtivas de implementação".

A obra, que inclui a construção da nova travessia, a ligação à rede viária existente e o desmantelamento da ponte actual, será lançada em Novembro e terá um prazo de execução de 900 dias. O custo estimado da empreitada é de 18 milhões de euros, confirmou a Estradas de Portugal.

No despacho de sexta-feira, lê-se que se verifica "um risco considerável de a ponte existente ruir, atendendo a que o estado de degradação dos pilares é evolutivo, porquanto a degradação identificada no relatório do LNEC é constante e gradual, não sendo possível determinar, em termos precisos, quando deverá a ponte ser encerrada".

No documento é ainda referido que "a inviabilidade de reabilitação dos pilares e fundações constitui um factor adicional de risco elevado de a actual ponte ruir, tornando assim imperiosa e urgente a antecipação da construção da nova ponte e a consequente transferência do tráfego existente na antiga ponte para a nova".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG