"Este processo demonstra o que a justiça tem de pior e melhor"

O advogado da família de Rui Pedro, criança de Lousada desaparecida há mais 13 anos, disse hoje que o processo judicial que envolve o alegado raptor do menor "demonstra o que a justiça tem de pior e de melhor".

Ricardo Sá Fernandes considerou que o "lado negro" deste processo "é este tempo de espera, a completa negligência naquilo que aconteceu no momento e a omissão de diligências que deviam ter sido feitas na altura própria".

O advogado falava hoje à saída do Tribunal de Lousada, pouco depois de o juiz de instrução criminal ter pronunciado Afonso Dias, alegado raptor de Rui Pedro.

A decisão instrutória do processo em que o arguido está acusado do rapto de Rui Pedro, criança que desapareceu no dia 4 de Março de 1998, determinou hoje que o arguido vai ser submetido a julgamento.

O despacho de juiz de instrução concluiu haver "indícios e sinais objetivos" da prática de um crime de rapto qualificado.

Comentando a decisão do magistrado, Ricardo Sá Fernandes, que estava acompanhado dos pais de Rui Pedro, apontou também o "lado bom da justiça", por não ter desistido deste processo.

"A justiça que não desiste, que está ao serviço dos valores, que não baixou os braços e que conduziu este processo a uma acusação e agora a uma pronúncia, que são justas, e que aos pais do Rui Pedro faz abrir uma nova esperança", disse o advogado.

Ricardo Sá Fernandes disse esperar que "neste novo passo [julgamento], em que se abre um novo ciclo, se possa vir a saber o que aconteceu ao Rui Pedro".

Sublinhou ainda que "os pais do Rui Pedro, se pudessem, trocavam este julgamento pelo conhecimento do que aconteceu ao Rui Pedro".

Aos jornalistas, o jurista esclareceu que o único arguido no processo não está acusado do desaparecimento de Rui Pedro.

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