Decisão sobre futuro do Queimódromo para o próximo executivo

A Câmara do Porto não vai avançar com as obras para dar ocupação permanente ao Queimódromo, deixando nas mãos do futuro executivo a decisão sobre o futuro do espaço.

O projeto para dotar de infraestruturas o espaço que acolhe a Queima das Fitas, junto ao Parque da Cidade, no Porto, está pronto, mas a obra prevista no orçamento da empresa municipal Porto Lazer de 2012 não avança este mandato, por força da crise.

"O projeto final está pronto, mas as condições financeiras atuais do país e da autarquia, por força da diminuição das receitas, não permitem avançar com a obra", adiantou à Lusa o gabinete de comunicação do município.

Assim, acrescenta, a Câmara "não fará qualquer apresentação do projeto, cabendo ao próximo executivo decidir o que fazer".

Desde 2010 que é intenção da Câmara dar ao Queimódromo condições para funcionar de forma mais permanente e a empresa municipal de Gestão de Obras Públicas concluiu em 2011 os projetos de especialidades e arquitetura do espaço, refere o relatório e contas aprovado pelo executivo a 10 de abril.

O espaço acolhe anualmente a Queima das Fitas, o padock do Circuito da Boavista de dois em dois anos e este ano recebe pela primeira vez, em junho, o festival Optimus Primavera Sounds.

Segundo informações hoje avançadas pelo site P3, do jornal Público, o festival vai realizar-se no Porto pelo menos em mais dois anos. O Queimódromo já acolheu também a Red Bull Air Race e alguns eventos musicais.

Os instrumentos de gestão previsional da empresa Porto Lazer para 2012 falavam na necessidade de "estudar soluções que potenciem as receitas e flexibilidade" do Queimódromo, com vista ao "incremento da sua oferta" e à afirmação "como alternativa aos espaços adjacentes".

O documento apontava, ainda, o objetivo de, em 2012, "assegurar uma ocupação de 235 dias" (oito meses) do espaço.

O orçamento da Porto Lazer, aprovado pelo executivo em dezembro de 2011 já referia que o futuro daquele espaço passaria por dotá-lo "de infraestruturas que lhe permita uma ocupação diferenciada e permanente, vocacionada para a população em geral, através da conjugação de várias valências".

A empresa referia, ainda, o objetivo de, em 2012, "assegurar uma ocupação de 235 dias" (oito meses) do espaço.

O orçamento da Porto Lazer para 2011 já lamentava a existência de "ocupações muito espaçadas no tempo" e de "um aproveitamento muito aquém do potencial" do recinto.

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