Condenação para 41 arguidos no processo 'Guns N' Roses'

O Ministério Público junto da 2.ª Vara Mista de Gaia pediu hoje a condenação de 41 dos 42 arguidos no processo 'Guns N' Roses', relacionado com tráfico de armamento.

Em brevíssimas alegações finais, o procurador António Alves argumentou que a prova produzida em audiência e as escutas telefónicas confirmaram a acusação e a pronúncia, excepto no caso do arguido Paulo Maia, cuja absolvição admitiu. No processo 'Guns N' Roses' estão em causa crimes de tráfico/mediação e detenção ilegal de armas que, segundo o Ministério Público, se prolongaram pelo menos desde Agosto de 2009 e até 04 de maio do ano passado, altura em a Polícia Judiciária avançou para buscas e detenções.

O processo diz que o grosso do negócio seria liderado pelo vigilante Rui "Cuca", que está preso preventivamente, mas o seu advogado, Pedro Teixeira, declarou a acusação "um pouco oca", considerando que nem sequer as escutas provaram os crimes imputados ao seu cliente. "Andamos aqui entre o que os arguidos terão dito ao telefone e o que terão feito. O arguido Rui pode ser um gabarolas, mas talvez não seja um criminoso. Talvez tivesse de ser fazer outro tipo de prova. Era preciso mais", afirmou.

Quanto ao alegado "braço direito" de "Cuca", o feirante Rui Lamares Piedade, também sujeito à medida de coação mais gravosa, o seu advogado admitiu a condenação por detenção ilegal de arma, mas não por tráfico e mediação de armamento. "Nenhuma prova foi aqui feita contra o 'perigoso' arguido", ironizou. Luís Vaz Teixeira, advogado do alegado "número 3" do grupo, o desempregado Vítor "Batuna", considerou que seria "dar um tiro no desconhecido" se o seu cliente fosse condenado já que, como observou, ficaram por provar os crimes que lhe foram imputados.

De acordo com a acusação, Vítor "Batuna" (em prisão domiciliária com pulseira electrónica) funcionaria como "homem de confiança" do alegado líder. Por sua vez, o advogado do arguido Manuel Fernando Moura, Fernando Moura, apontou baterias à atual Lei das Armas que, conforme disse "deveria ser assassinada", tendo em conta detalhes "absolutamente ridículos" como a inclusão de algumas armas de alarme no grupo do armamento mais perigoso (classe A). Insurgiu-se também contra os megaprocessos, argumentando que contrariam determinações do próprio procurador-geral da República. As alegações finais prosseguem hoje à tarde.

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