Concelho é "injustiçado" por integrar uma área protegida

O presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta considerou hoje que o concelho é injustiçado e sofre consequências negativas para a sua economia por integrar a área protegida do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

"O meu concelho é injustiçado porque estamos na área do PNDI. Esperávamos grandes contrapartidas por esse facto mas com o passar do tempo verificámos que tal nunca a aconteceu, apenas restrições e mais restrições que impedem o avanço económico", disse à Lusa José Santos.

Segundo o autarca, o turismo não aumentou pelo facto de o concelho estar inserido numa área protegida e o que tem aumentado são as obrigações da população por estarem numa zona classificada do ponto de vista ambiental.

"Nós estamos no concelho onde não podemos e nem é permitido, explorar a energia eólica ou fotovoltaica por estarmos inseridos no PNDI. Só a receita resultante da exploração destas fontes de energia limpa poderia ajudar e em muito a economia local", disse.

O autarca aponta outras causas que poderão justificar algum atraso no concelho, ao acrescentar que as duas barragens implantadas na área de Freixo de Espada à Cinta são exploradas pela elétrica espanhola Iberdrola, não havendo daí retorno económico.

"Estamos situados numa área do Douro Internacional onde estão situadas duas importantes barragens [Saucellhe e Aladeia de Ávila], sendo as mesmas à data, negociadas pelos respetivos governos ibéricos, mas sem contrapartidas económicas para os locais", frisou o autarca.

Santos disse ainda, que há municípios vizinhos que recebem importantes contrapartidas financeiras por parte da EDP por terem barragens nos seus concelhos e que a Freixo de Espada à Cinta " tinham logo que calhar dois empreendimentos hidrelétricos espanhóis".

Por outro lado, o responsável acrescenta que pelo facto de o concelho estar inserido em duas albufeiras espanholas o caudal do rio não é regular, o que trás alguns condicionalismos no campo turístico, apontado como exemplo os cruzeiros fluviais que se fazem na zona.

"Quando lhe apetece aos espanhóis e sem aviso prévio baixam o nível das águas do rio Douro, não permitido fazer as viagens de barco, sendo este um setor em que a autarquia investiu significativamente", concluiu o autarca.

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