Bernardo Pizarro Miranda vence concurso de reabilitação

O arquiteto Bernardo Pizarro Miranda, de Lisboa, venceu o concurso de ideias "Desafios Urbanos", promovido pelo portal Espaço de Arquitectura em articulação com a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana, foi hoje anunciado.

O concurso tinha como objetivo a apresentação de ideias para a reabilitação e recuperação de três imóveis situados na baixa do Porto, designadamente na rua do Souto.

A ideia era apresentar, de acordo com o portal, um projeto que reestruturasse "a função habitacional em frações de tipologia variável - T0, T1 e T2 - e, afetando o piso térreo a atividades de caráter coletivo dos futuros residentes e/ou de fruição pública - comércio, serviços, etc".

O júri do concurso entendeu que a proposta de Bernardo Pizarro Miranda "foi aquela que melhor compromisso obteve entre programa, condicionantes, originalidade e exequibilidade", deixando ainda "alguma margem de manobra em termos de usos", podendo, "sem se comprometer, ser facilmente melhorada".

Os arquitetos Maria João Patronilho, do Porto, e Luís Edgar Regalado de Seabra, de Vila de Cucujães (Oliveira de Azeméis), ficaram em 2.º e 3º lugares, respetivamente, e foram ainda atribuídas menções honrosas a Gilberto Dias e Adriana Matias e Pinho.

Foram recebidas a concurso 53 propostas de arquitetos e 23 de estudantes de arquitetura, sendo que o vencedor vai receber 1.º prémio no valor de 1 200 euros mais 5 500 euros, relativo ao valor dos honorários do projeto de execução de arquitetura.

O portal Espaço de Arquitectura e a SRU do Porto "veem na reabilitação urbana um instrumento chave para a qualificação e desenvolvimento dos territórios construídos".

"Esta é uma forma sustentável de reabitar e revitalizar o património construído", sustenta a página na internet deste espaço.

Os imóveis em causa ficam junto ao próximo quarteirão a sofrer uma intervenção no espaço público pela Porto Vivo.

A requalificação do eixo Mouzinho/Flores deve arrancar em março, disse em janeiro à Lusa fonte da Câmara do Porto, que prevê no projeto mais estacionamento à superfície, o desaparecimento do "nó" de Trindade Coelho e uma rua das Flores "praticamente pedonal".

O investimento, de 8,6 milhões de euros (com financiamento comunitário de 6,9 milhões), diz respeito à área compreendida entre a Rua Infante D. Henrique, a sul, e a Rua dos Clérigos/Rua 31 de Janeiro (a norte).

A obra abrange "as ruas Mouzinho da Silveira, Flores, Largo dos Lóios, Praça Almeida Garrett, Largo de S. Domingos, ruas Ferreira Borges, Infante D. Henrique, S. João, Trindade Coelho, Sousa Viterbo, Afonso Martins Alho, Ponte nova, Rua de Trás, Caldeireiros, Nicolau Nasoni e Rua Estreita dos Lóios".

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