Baião: Falta de pessoal impede a "escola a tempo inteiro"

O presidente da Câmara de Baião apelou hoje ao ministro da Educação para que resolva o problema da falta de pessoal não docente que está a impedir a "escola a tempo inteiro" e realização das atividades de enriquecimento curricular.

Em declarações à Lusa, José Luís Carneiro disse que "aquilo que está em causa nos três agrupamentos escolares de Baião é um dos objectivos essenciais do ensino público: a escola a tempo inteiro".

"Várias escolas estão com falta de pessoal não docente, nomeadamente pessoas que entravam ao abrigo dos programas ocupacionais - actualmente são os contratos de emprego inserção, desenvolvidos pelos centros de emprego - e também os denominados tarefeiros, embora estejam ao abrigo de contratos a termo, por tempo determinado, para prestarem apoio às escolas, nomeadamente em relação às refeições e às actividades de enriquecimento curricular", explicou o autarca.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação e Ciência esclareceu que "está a acompanhar o caso referido e a trabalhar para que durante a próxima semana a situação possa estar resolvida".

Segundo o presidente da Câmara de Baião "há três semanas que estão a tentar contactar, sem resultado, a Direcção Regional de Educação do Norte" (DREN), não tendo ainda solução para o "problema grave com que estão confrontadas as escolas e as famílias porque neste momento as crianças não estão a ter escola a tempo inteiro, ficam sem atividades lectivas a meio do dia, sem famílias de retaguarda para poderem tomar conta delas".

"Neste momento, a câmara tem os professores de enriquecimento de atividade curricular contratados, mas não estão a dar essas atividades por falta do pessoal não docente, cuja competência da colocação está atribuída à DREN", alertou.

José Luís Carneiro deixou ainda um apelo ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, e ao director regional de Educação do Norte: "Procurem, em conjunto com as escolas e com a câmara, encontrar uma solução para um problema gravíssimo com que estamos confrontados porque os pais querem avançar com manifestações públicas".

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