Autoridade para as Condições do Trabalho vai abrir inquérito e suspende obras no local do acidente

A Autoridade para as Condições do Trabalho vai abrir um inquérito para averiguar as causas do acidente de hoje nas obras da barragem de Foz Tua, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros de Alijó, José Rebelo, no local.

As obras na barragem continuam, no entanto, tendo sido apenas suspensas no local do acidente.

"A ACT esteve no local do acidente e vai abrir um inquérito para averiguar causas", assinalou.

José Rebelo confirmou os cinco feridos resultantes do acidente nas obras, quatro ligeiros com ferimentos nos membros superiores e um grave com fraturas nas costelas, assegurando que nenhum ficou soterrado.

Os trabalhadores, com idades entre os 26 e os 39 anos e naturais de Esposende, Marco de Canavezes e Braga (de origem moldava) continuam no Centro Hospitalar de Vila Real, nenhum deles correndo risco de vida.

Os trabalhadores foram atingidos por uma projeção de fragmentos de rocha na execução do desvio provisório de uma estrada, divulgou a EDP.

A EDP explica ainda que o acidente ocorreu "ao início da tarde, cerca das 14:45, na execução do desvio provisório da Estrada Nacional 212", na margem direita do rio Tua.

"Na sequência de um desmonte de rocha efetuado nessa mesma margem direita, verificou-se a projeção de fragmentos de rocha que atingiram quatro trabalhadores que se encontravam a montar cofragens na boca de saída do túnel de derivação provisória do rio, na margem esquerda", refere em comunicado.

No local estiveram 13 bombeiros voluntários das corporações de Alijó, Favaios e Carrazeda de Ansiães, apoiados por seis viaturas e uma VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação).

O acidente de hoje é o segundo em menos de 15 dias, depois de a 26 de janeiro três trabalhadores terem morrido soterrados na derrocada de uma formação rochosa que se encontra ainda em investigação, nomeadamente num inquérito conduzido pela Autoridade para as Condições do Trabalho.

Da povoação vizinha à futura barragem acolheram vários curiosos ao local do acidente, atraídos pelo barulho do rebentamento e sirenes que dizem ser constante.

"Não estamos contra a obra, achamos bem que se faça mas não concordamos com rebentamentos de pedra a toda a hora, dia e noite", lamentou um dos moradores.

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