Autarca duvida que Governo vai desassorear barras

O presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde disse hoje "duvidar das intenções" do Governo em relação ao anunciado desassoreamento das barras dos portos da Póvoa de Varzim e Vila do Conde.

Esta semana, o secretário de Estado do Mar garantiu que "as operações de desassoreamento das duas barras poderia avançar dentro de cerca de "um mês", mas Mário Almeida vem a público recordar, através de comunicado, que "há muitos meses" que os pescadores locais vêm denunciando que aquelas estruturas "constituem um perigo à navegabilidade, pondo em causa a segurança de centenas de pescadores".

Perante "tão grave situação", o Governo tem mantido, ao longo dos últimos meses, "uma estranha indiferença e um ruidoso silêncio, lamentando-se da falta de estudos e de verbas", acusa Mário Almeida, adiantando que só agora, "e depois de o capitão dos portos locais ter admitido que a situação iria motivar "o ridículo de se verem as barras fechadas no Verão com mar calmo", é que o secretário de Estado "vem dizer que será feita uma intervenção".

Por isso, o autarca teme que esta seja mais "uma promessa adiada", tanto mais que parece que "há dinheiro para outras coisas", mas "não tem havido para criar as condições mínimas que permitam aos pescadores trabalharem, garantindo o sustento das suas famílias".

Mário Almeida vai mais longe exemplificando que "houve milhões para, precipitada e erradamente, entregar aos concessionários da ponte sobre o Tejo, como indemnização por um serviço que afinal não tinha sido prestado, mas não tem havido uns milhares para travar o desassoreamento das barras locais".

O autarca pretende, deste modo, lançar "mais este alerta ao Governo", porque teme que esta situação só seja resolvida somente quando "houver mais um naufrágio com perda de vidas".

Parece que "é isso que se aguarda, que esse tal acidente, que enlute esta laboriosa e sacrificada gente, seja uma dura realidade", conclui Mário Almeida.

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