Alunos da Secundária encerram escola a cadeado

Alunos da escola Secundária do Marco de Canaveses encerraram hoje de manhã os portões do estabelecimento a cadeado, em protesto contra a "falta de condições" da escola, cujas obras de reabilitação foram suspensas em dezembro de 2012.

Paulo Monteiro, da Associação de Estudantes, afirmou à Lusa que este protesto envolve "cerca de mil alunos" e insere-se na jornada regional de luta dos estudantes do ensino básico e secundário, marcada para hoje.

"Estamos aqui em defesa da nossa escola, contra o excesso de alunos por turma, a falta de funcionários e pelo facto de a escola ter as obras suspensas há cerca de dois anos", disse Paulo Monteiro.

Contactado pela Lusa, o diretor da escola, José Teixeira, confirmou que foram colocados cadeados nos portões da escola cerca das 08:30, mas adiantou que o estabelecimento de ensino foi depois aberto.

Às 10:00, disse, o número de alunos que se encontrava dentro da escola era "residual", uma vez que os estudantes decidiram deslocar-se até à Câmara Municipal para protestar.

"Suponho que pelas 11:00 tudo regresse à normalidade", afirmou o responsável, acrescentando que, "de facto, no inverno, a escola "não tem condições" e que apenas "cerca de um quarto" da obra de reabilitação do estabelecimento de ensino, realizada pela Parque Escolar, está completa".

Uma outra aluna da escola referiu à Lusa que "chove nas salas de aula" e que "não há condições para se ter aulas como deve ser".

José Teixeira referiu acreditar que em finais de abril serão colocados contentores naquele local para que depois seja possível "retomar as obras".

As obras de requalificação da Secundária do Marco, que conta com cerca de 1.500 alunos, do 7.º ao 12.º ano de escolaridade, estão suspensas desde dezembro de 2012.

No início do mês, deputados eleitos pelo círculo do Porto do PS realizaram uma visita ao estabelecimento de ensino para constatar as suas "condições degradantes". Na ocasião, o deputado Fernando Jesus avançou à Lusa que o Grupo Parlamentar do PS vai exigir ao ministro da Educação que "explique com toda a clareza as razões desta atitude" no Marco de Canaveses, "em contraponto com outras que tiveram uma resolução diferente".

O parlamentar deu como exemplo o problema que também ocorreu no concelho vizinho de Baião, onde o empreiteiro foi substituído e as obras foram concluídas.

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