Alegada tentativa de agressão acaba em queixa-crime

O presidente da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta (ACFEC) apresentou uma queixa-crime no tribunal de Torre de Moncorvo contra um associado daquela estrutura vinícola por tentativa de agressão.

"Apresentei queixa-crime contra um dos associados, que é também presidente da Comissão Politica do CDS/PP, porque me agrediu violentamente no decurso de uma sessão de esclarecimento destinada aos sócios da adega", disse à Lusa José Santos, igualmente presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta (PS).

Por seu lado, Gilberto Pintado confirma a tentativa de agressão, afirmando ter também apresentado uma queixa contra José Santos por "difamação".

Segundo José Santos, aquele associado aproximou-se da mesa aonde estava sentado com outros membros da direção da ACFEC, tombou mesas e cadeiras e acabou por lançar um "líquido" sobre as pessoas.

"Quando me levantei para me defender, acabei por dar uma queda, enquanto outro dos membros que estava na mesa acabou por ser atingido pelo líquido, o que lhe provocou alguma irritação nos olhos e garganta", especificou. José Santos classificou o ato como de "violência gratuita" e que Pintado poderia usar da palavra já que se tratava de "uma sessão pública".

Os factos remontam a 20 de maio, perante uma sala onde se encontravam "cerca de 300 pessoas".

"É lamentável que uma pessoa, que é presidente da Câmara e provedor da Santa Casa da Misericórdia, me tenha enxovalhado em público, não só a mim, mas também a outros ex-dirigentes da adega de Freixo de Espada à Cinta", disse Gilberto Pintado.

Pintado acrescentou ainda que só "atacou" José Santos porque se sentiu "injuriado e ofendido" e tentou provar que as pessoas não podem dizer em público, "tudo aquilo que lhes vem à cabeça".

"Não percebo como este senhor me atacou verbalmente, acusando-me de desviar dinheiros da ACFEC no ano de 1999 e agora trazer a público um caso que não corresponde à realidade", disse Pintado.

Gilberto Pintado acrescentou ainda que apenas "borrifou" as pessoas que estavam na mesa com líquido para limpar os óculos, no sentido de "humilhar" José Santos. "Não admito que ninguém me acuse do desvio de fundos, já que esse dinheiro se destinava a pagar o meu salário e o de outras pessoas", concluiu.

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