Administração portuária vai abrir inquérito ao acidente

O diretor de Obras e Equipamentos da Administração dos Portos do Douro e Leixões confirmou hoje que a queda de uma peça na desmontagem do guindaste Titan originou as explosões no Porto de Leixões e um incêndio.

João Pedro Braga da Cruz lamentou a existência de um morto -- um operário - e de um ferido, embora sem gravidade, e garantiu que vai ser aberto um inquérito para determinar as causas do acidente.

O Porto de Leixões continua a trabalhar normalmente, com exceção da zona afetada.

A queda da peça do guindaste terá originado a rotura de um 'pipeline' de gás (canalização para transporte à distância de gás), provocando, de imediato, várias explosões e um posterior incêndio. No combate ao incêndio, entretanto extinto, estiveram envolvidos 79 elementos das forças de socorro e 25 veículos.

"Podemos dizer que uma situação grave ficou resolvida em 30 minutos", acrescentou o responsável, referindo-se ao combate às chamas.

"Temos de lamentar o falecimento de um dos operários", disse ainda o diretor de Obras e Equipamentos, recordando que outros funcionários foram socorridos prontamente, sobretudo devido a estados de ansiedade e pânico.

Na área do acidente, ainda de acordo com João Pedro Braga da Cruz, estavam a decorrer dois trabalhos, envolvendo entre 60 a 70 pessoas.

O guindaste Titan, considerado uma peça de arqueologia industrial, está a ser alvo de uma intervenção de reabilitação que obriga ao seu desmantelamento temporário e mudança de localização. As operações começaram na semana passada.

Segundo informação anterior da Administração dos Portos do Douro e Leixões, a "instabilidade estrutural" e o "elevado grau de corrosão" estiveram na origem da requalificação do guindaste movido a vapor, do século XIX.

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