15 desalojados na sequência de derrocada

O presidente da Câmara de Guimarães garante que nada fazia prever a derrocada ocorrida esta tarde sobre a circular urbana que liga Guimarães a Fafe e que deixou em risco dez habitações. Seis famílias ficaram desalojadas.

António Magalhães referiu que os meios de socorro estão na zona para verificar se alguma viatura foi atingida pela derrocada. O autarca garante que não tem conhecimento de vítimas, mas a Protecção Civil continua a trabalhar no terreno.

"Não havia nenhum sinal anteriormente que pudesse prever o que aconteceu, mas estamos no terreno para solucionar o problema", salientou ao DN. Para além dos bombeiros, Polícia Municipal, engenheiros e técnicos, também uma equipa de Ação Social da autarquia vimaranense está no terreno a apoiar as pessoas que ficaram desalojadas.

São seis famílias, num total de 15 pessoas, que vão ter que passar a noite fora de casa.O autarca disse ao DN que os desalojados dispensaram o alojamento disponibilizado pela câmara, optando pelo acolhimento em casa de familiares. Na sequência do aluimento de terras, os blocos de apartamentos onde viviam ficaram em risco de colapso.

António Magalhães, que tem também a seu cargo o pelouro do Urbanismo, referiu que o local da derrocada é uma zona com dois prédios construídos há "relativamente pouco tempo", não sabendo no entanto precisar a data. "A dimensão [da derrocada] é de tal ordem que vai dar muitas preocupações no futuro", acrescentou.

Na quarta-feira a Câmara Municipal reúne-se para fazer o ponto da situação e tomar medidas concretas. Contactada pelo DN Estradas de Portugal, que tem a concessão da via Guimarães-Fafe, remeteu para quarta-feira eventuais esclarecimentos.

O alerta foi dado às 18.08 horas e a estrada permanece cortada ao trânsito e "não há previsão de hora para restabelecer a circulação" devido ao perigo de desabamento do prédio. "Não é possível ainda adiantar nenhuma causa para este grande deslizamento de terras", disse fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro à Lusa.

Apesar de não haver indicações "até ao momento" de que o desabamento tenha provocado qualquer vítima, também não é possível "ainda" afastar a existência de feridos uma vez que, explicou a fonte, "não se sabe o que está por baixo da terra".

No local estão 10 homens dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, apoiados por quatro viaturas, "mas estão mais homens e meios a caminho do local", assegurou.

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