"Necessidade de diversificar" apoio à investigação justifica cortes

O presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) justificou hoje, no parlamento, a redução do número de bolsas individuais de doutoramento e pós-doutoramento com a "necessidade de diversificar" o apoio à investigação.

Miguel Seabra acrescentou que a aposta passou a ser, em 2013, em conformidade com o programa do Governo, aplicar o financiamento, em dois terços, em programas doutorais e, num terço, a bolsas individuais.

O presidente da FCT está a ser ouvido na comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, sobre os cortes nas bolsas individuais de doutoramento e pós-doutoramento, a pedido do BE.

De acordo com os resultados divulgados há uma semana pela FCT, entidade pública que atribui o apoio financeiro à investigação, o concurso de 2013, com efeitos práticos em 2014, concedeu menos 900 bolsas individuais de doutoramento e menos 444 bolsas de pós-doutoramento.

Os resultados foram contestados pela comunidade científica, que saiu à rua, em Lisboa, na terça-feira, em protesto, acusando o Governo de desinvestimento na ciência.

Aos deputados, Miguel Seabra alegou que havia um subfinanciamento dos centros e projetos de investigação, pelo que o financiamento teve de ser redirecionado.

A deputada do PCP Rita Rato sustentou, no entanto, que os programas doutorais, direcionados para os centros de investigação, abrangem menos investigadores do que os das bolsas individuais de doutoramento e pós-doutoramento.

O presidente da FCT insistiu na necessidade de "algum ajustamento e reequilíbrio" no apoio financeiro à investigação, nomeadamente com a aposta em programas de doutoramento em empresas, defendendo que "o sistema vai crescer pela competitividade".

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