Não sabiam, mas tinham o nome nos órgãos sociais da Raríssimas

Maria de Belém e o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, serão dois dos exemplos

Paula Brito e Costa, presidente demissionária da Raríssimas, terá organizado uma reunião num hotel lisboeta, em 2008, para a qual terá chamado personalidades como Maria de Belém, antiga ministra da Saúde, Leonor Beleza, Fernando Ulrich e o atual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, endereçando a todos convites para fazer parte de órgãos sociais da associação.

Segundo a SIC, terá proposto a todos que fizessem parte ou do conselho consultivo, ou do conselho científico. Algumas pessoas aceitaram o convite, mas outras recusaram de imediato. No entanto, o nome de todos ficou registado como se tivessem assumido funções e sem que as pessoas em questão soubessem.

Em declarações à televisão privada, Adalberto Campos Fernandes afirmou que essa reunião foi a primeira vez que esteve com Paula Brito e Costa. Depois disso, apenas aquando de uma visita de Marcelo Rebelo de Sousa à Raríssimas.

O ministro garante que não sabia que constou da lista de nomes do conselho científico entre 2011 e 2016, garantido que nunca aceitou o convite.

Maria de Belém e Maria da Graça Carvalho, ex-ministra da Ciência, também terão visto os seus nomes serem utilizados sem autorização.

"Fui convidada para o conselho consultivo, mas nunca tomei posse. Não assinei nada, papel nenhum. Nunca participei em nada, nunca fui convocada para reuniões", disse Maria de Belém à Sábado.

Já Isabel Mota, presidente da Gulbenkian, foi, em 2014, convidada para ser vogal do conselho consultivo. Aceitou, mas nunca foi convocada para reuniões, diz o Expresso.

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