"Não houve necessidade de trazer tema de Almaraz para esta cimeira"

Costa e Rajoy falaram no final da cimeira luso-espanhola e até a eventual candidatura de Centeno ao Eurogrupo foi abordada

No final da cimeira luso-espanhola em Vila Real, António Costa e Mariano Rajoy responderam às perguntas dos jornalistas e não fugiram ao tema de Almaraz, que não foi incluído na agenda da cimeira: "é o tema de que falámos mais nos últimos tempos e não houve necessidade de o trazer a esta cimeira", sublinhou o primeiro-ministro espanhol. António Costa, falando a seguir, sublinhou: "não o diria melhor". E acrescentou que o tema ficou "tratado e bem tratado", referindo que voltará a ser abordado no futuro caso haja necessidade.

Outro tema abordado no final do encontro foi a liderança do Eurogrupo, nomeadamente se Espanha apoiaria uma candidatura do ministro das Finanças português. António Costa referiu que Espanha e Portugal "partilham pontos de vista nas instituições europeias" e que, tal como Portugal apoiou a candidatura do ministro espanhol à liderança do Eurogrupo, é natural que o governo conte com o apoio espanhol. E esclareceu que quem é presidente do Eurogrupo "não deixa de ser ministro", sublinhando que Centeno não teria de deixar a pasta das Finanças caso assumisse o lugar em Bruxelas. Já Rajoy, fez eco das declarações de Costa: "Sempre preferimos os amigos aos desconhecidos".

As agências de rating foram outra das matérias abordadas no final da cimeira luso-espanhola: o primeiro-ministro português frisou que a situação de Portugal é hoje muito diferente do que era em 2011, portanto "manter o rating faz pouco sentido". Sublinhando que a Comissão Europeia já propôs a saída do Procedimento por Défice Excessivo, que a dívida foi reduzida e que no último ano foram criados 64 mil postos de trabalho em termos líquidos, Costa disse que não há dado económico "que não diga o óbvio: o rating tem de ser revisto". E quando for, "não será uma surpresa.

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