"Não conheço casos de pedofilia na Igreja em Portugal"

D. José Policarpo, o cardeal-patriarca de Lisboa, admite na entrevista do "Gente Que Conta" desta semana que a Igreja, e o seu tecido empresarial e de solidariedade, se estão a preparar para tempos muito difíceis, em que há que assumir ainda mais ajuda às pessoas necessitadas.

O cardeal-patriarca marca uma discreta e subtil fronteira nas relações com o Estado português, e reconhece que, neste tempo de crise, não se pode queixar das ajudas financeiras que recebe no âmbito das parcerias nas instituições que gere com dinheiros provenientes do Governo.

Diz que "a Europa está fragilizada porque menosprezou uma filosofia de vida que influenciou o mundo", afirmando acreditar que o Velho Continente "vai salvarse, mas passando por um período difícil".

Explica ainda a posição sobre a eventual eliminação de dois feriados religiosos - que no âmbito da Concordata define a Santa Sé como parceira nesta questão, relembra - e não foge a qualquer questão, nem sequer no âmbito puramente político, que não gosta de abordar.

Garante não conhecer "casos de pedofilia na Igreja em Portugal" e alerta: "Sabe que estudos recentes feitos na América mostram que 90% dos casos de pedofilia estão na família? Temo que este enfoque só nas instituições da Igreja faça a sociedade esquecer-se, mais uma vez, de que o problema é muito mais grave e a atinge nos seus fundamentos".

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