Nadadores salvadores admitem que vão existir "incidentes"

O presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), Alexandre Tadeia, admitiu hoje que vão existir "alguns incidentes" nas praias dadas as altas temperaturas que se têm feito sentir e sugeriu um novo modelo de vigilância.

Citando de memória um caso recente no Norte do país, o responsável referiu à Lusa que "com certeza vão existir alguns incidentes e Portugal não está preparado para dar resposta a isso".

A "boa vontade" das associações de nadadores salvadores "esbarra nas questões financeiras", lamentou.

Um melhor sistema, segundo Alexandre Tadeia, seria uma taxa municipal a cobrar ao comércio, "com critérios justos".

Com esse financiamento, os serviços de proteção civil das autarquias contratariam os nadadores através das associações certificadas, defendeu.

Assim, a vigilância aconteceria durante todo o ano e numa altura como a atual, de temperaturas elevadas em outubro e mais pessoas nas praias, autarquias e associações poderiam reforçar a vigilância com base numa "análise técnica".

Também se poderia ter uma viatura a fazer prevenção na costa, nomeadamente para os pescadores, e uma equipa pronta a atuar rapidamente, defendeu à Lusa.

Outro ponto positivo, continuou, seria o fim das praias frequentadas, mas que não são vigiadas, também depois de uma análise técnica.

Em estatísticas apresentadas pela FEPONS na quarta-feira, referentes a 2009, há quase tantas mortes por afogamentos na época balnear, como fora. De um total de 68 mortes, 31 ocorreram fora da época balnear.

Oficialmente a época balnear funciona entre 1 de Junho a 30 de Setembro, no entanto os presidentes de câmara podem solicitar a alteração das datas, como tem acontecido no Algarve.

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