"Muitos cursos não funcionavam há anos"

O administrador da Universidade Lusófona, Manuel Damásio, disse hoje que muitos dos cursos que não foram acreditados pela Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior "já não funcionavam, na prática, há anos".

Em declarações à agência Lusa, Manuel Damásio, presidente do conselho de administração do grupo Cofac, que detém a Universidade Lusófona, precisou que, no caso do grupo Lusófona, a maioria dos cursos já não estava funcionar na prática. Dos cursos que estão a ser lecionados, apenas o doutoramento em Ciência Política e o curso de Ciências Aeronáuticas não foram acreditados.

A Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior avaliou 420 cursos não validando 107 cursos entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos de politécnicos privados e públicos, universidades públicas e privadas.

Manuel Damásio fez questão de sublinhar que a não acreditação do doutoramento em Ciência Política "nada tem a ver" com a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais do ministro adjunto Miguel Relvas ao contrário do que tem sido veiculado por alguma comunicação social.

Relativamente às notícias que apontam hoje para a não validação de mais de 20 cursos da Lusófona, Manuel Damásio esclarece que são de todo o grupo Lusófona e não apenas da Universidade Lusófona, reiterando que muitos deles já não funcionavam na prática.

"Muitos cursos não funcionavam há anos", disse a propósito da avaliação feita pela Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior.

Acerca desta avaliação, Manuel Damásio defendeu que "é preciso melhorar a qualidade das instituições do país, nomeadamente da agência".

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