MP recorre da sentença do processo de Elvas

Ministério Público vai interpor recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa após a análise cuidada do acordão no qual estavam em causa os crimes cometidos em Elvas.

O Ministério Público vai recorrer da decisão de absolver Carlos Cruz, Hugo Marçal, Carlos Silvino e Gertrudes Nunes pelos crimes cometidos na Casa de Elvas. Segundo comunicado da Procuradoria-geral da República, enviado há minutos às redações, "na sequência da prolação do acórdão da 8.ª Vara Criminal de Lisboa de 25 de Março, no qual estavam em causa parte dos crimes cometidos em Elvas, após análise cuidada do mesmo, decidiu dele interpor recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa".

O DN já tinha avançado com a intenção do Ministério Público de enviar para o Tribunal da Relação um pedido de revisão do acórdão da 8.ª vara criminal de Lisboa mas agora surge a confirmação oficial do gabinete de Joana Marques Vidal.

A juíza Ana Peres decidiu-se pela absolvição de todos os arguidos dizendo na altura da leitura do acórdão que, porém, não tinha dúvidas de que os abusos ocorreram mas não naquela data nem naquelas circunstâncias. "E em caso de dúvida, julga-se a favor do arguido", explicou a magistrada. "O mesmo argumento que no processo principal já não serviu", frisou Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz.

Miguel Matias, advogado das vítimas também já anunciou que irá interpor recurso, Assim, Hugo Marçal e Gertrudes Nunes estão livres, sem penas para cumprir, até o Tribunal da Relção se pronunciar, pelo menos. Os restantes arguidos continuam com penas para cumprir, uma vez que esta decisão em nada interferiu com a do processo principal e encontram-se actualmente a cumprir pena na prisão da Carregueira.

Ao arguido mais mediático, Carlos Cruz, sobram ainda quatro anos e oito meses de prisão para cumprir, depois dos 18 meses passados em prisão preventiva.

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