MP indiciou quatro agentes por actividade criminosa

O Ministério Público esclareceu hoje que os quatro arguidos da PSP ouvidos pelo juiz Carlos Alexandre foram indiciados por tráfico de droga e de armas, associação criminosa, detenção de arma proibida, destruição e falsificação de documentos, entre outros crimes.

Uma nota informativa da Procuradoria Geral Distrital de Lisboa (PGDL) adianta que os quatro arguidos pertencentes aos quadros da PSP foram ainda indiciados pelos crimes de corrupção para ato ilícito, crimes continuados de extorsão e de coação, denegação de justiça, exercício ilícito da actividade de segurança privada e violação qualificada do dever de sigilo. Três dos membros da PSP foram detidos fora de flagrante delito no cumprimento dos respectivos mandados de detenção, enquanto o outro agente e um cidadão civil foram detidos em flagrante delito. Levados a primeiro interrogatório judicial, todos os arguidos foram submetidos a "fortes medidas de coação", uma vez que o juiz de instrução criminal considerou a existência de fortes indícios de todos os factos que o Ministério Público (MP) imputou aos arguidos, refere a PGDL.

A dois destes arguidos - precisa a PGDL - foi aplicada a prisão preventiva e aos outros dois, proibição de contacto, por qualquer meio, com os demais arguidos e testemunhas, proibição de entrar nas Esquadras da Divisão da PSP de Cascais, caução e suspensão do exercício da actividade policial. A PGDL menciona ainda que o arguido não pertencente à PSP foi indiciado por um crime de extorsão e outro de detenção de arma proibida, sendo-lhe aplicado como medidas de coação a proibição de contacto, por qualquer meio, com os demais arguidos e testemunhas, obrigação de apresentação periódica às autoridades e suspensão do exercício da atividade de segurança privada. Além destes foram, ainda, constituídos mais seis arguidos, entre eles três elementos da PSP, conclui a PGDL.

No Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa (Unidade Especial Contra o Crime Especialmente Violento) está em curso um inquérito em que são investigadas diversas pessoas, umas funcionalmente ligadas à PSP e outras sem esta condição. O inquérito iniciou-se em finais de Março de 2010, tendo-se já reunida diversa prova, o que permitiu a realização, na passada sexta-feira, de uma operação na qual foram cumpridos três mandados de detenção, onze mandados de busca domiciliária emitidos por um juiz de instrução criminal e vinte e dois mandados de busca não domiciliários emitidos por um magistrado do Ministério Público, segundo balanço da PGDL. Em resultado desta operação foram apreendidas diversas armas de fogo e suas munições, outras armas, bem como diversos objectos, documentos e dinheiro. A investigação - diz a PGDL - vai prosseguir para apurar "toda a verdade".

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